Durante décadas os psicólogos da América Latina
foram formados a partir de propostas teóricas, metodológicas
e práticas surgidas na Europa, na Ásia e nos Estados
Unidos. Como paises que são concebidos como sub-desenvolvidos
teríamos implícita a imitação ou incorporação
dos modelos provenientes de paises modelo, paises desenvolvidos. Sem
embargo, uma aspiração histórica da América
Latina tem sido sua emancipação e sua independência.
Um elemento fundamental da independência e emancipação
constitui-se o desenvolvimento da ciência original, sem redução
do devido diálogo com os cientistas de toda ordem. No caso
da psicologia, são feitas tentativas de vincular os esforços
criativos que vem acontecendo na América Latina. Sem embargo
o peso das influencias norte americanas e européias tem sido
maior até agora. Nestes últimos anos, é necessário
reconhecer que a cada vez mais precisamos de união e esforços
realizados para propor e não apenas reproduzir metodologias
e modelos. Com esta base serão realizados vários eventos
que juntam idéias inovadoras que pouco a pouco tem sido gestada
por um movimento científico da América Latina, diversificado
pela tendência a criatividade e a evolução da
auto estima dos psicólogos na América Latina. A Associação
Mexicana de Alternativas em Psicologia (AMAPSI) a partir de 1990 tem
realizado uma série de 5 congressos “O Encontro de Psicologia
Mexicana” cuja última edição foi também
no I Congresso Latinoamericano de Alternativas na Psicologia. Em outubro
de 2002, se realizará o próximo evento deste tipo. Colegas
de vários paises centro americanos e do México, e de
outros paises tem organizado os 3 Congressos Internacionais de Psicologia
Social e da Libertação. O Conselho Federal de Psicologia
do Brasil em outubro de 2000, realizou um evento com mais de 1600
comunicações e mais de 12000 participantes dentro do
tema da Psicologia e Compromisso Social, com uma clara orientação
inovadora e congruente com a realidade e a cultura regional. Em novembro
de 2000 em Montevidéu, nós reunimos psicólogos
da Argentina, Brasil, Chile, México e Uruguai para analisar
as possibilidades do vínculo e projeção da psicologia
na América Latina e combinamos gerar um Portal na Internet,
e uma revista eletrônica Internacional “Psicologia Para
América Latina” que será preâmbulo da criação
e da união latino americana de Psicologia “ULAPSI”.
Em Abril de 2001 aconteceu em 10 cidades do Brasil um evento “Diálogos
com a Psicologia Latina Americana – Brasil e México”.
Este intercâmbio permitiu contar com o panorama do estado da
arte da Psicologia, sua inserção social e os desafios
que se enfrentam em ambos países. Esta em preparação
um evento recíproco a ser realizado em várias cidades
Mexicanas. Em quase todos os paises da América Latina existem
psicólogos que tem o desejo de contribuir a esta perspectiva
científica e social. Uma Psicologia que compreende a realidade
e os processos culturais próprios do subcontinente cujos paises
coincidem em situações sociais muito complexas desafiam
a imaginação e a esperança para sua superação.
Uma psicologia que responda aos requerimentos específicos de
tais situações, uma psicologia pluralista, no diálogo
interno e externo, podendo contribuir significativamente à
Integração Latino Americana sonhada por Bolívar,
Marti, Sandino e Che Chevara. A integração como um elemento
fundamental de sua emancipação e independência
científica e social.
Marco Eduardo Murueta Reyes
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