Declaração do Comitê Coordenador
de Psicólogos do Mercosul
O mercado comum do sul nasceu como uma vontade política de
integrar nações soberanas com o objetivo de acelerar
seus processos de desenvolvimento econômico com justiça
social e com a necessidade de promover o desenvolvimento cientifico
e tecnológico dos estados para, modernizar suas economias para
ampliar a oferta e qualidade dos bens e serviços disponíveis
a fim de melhorar as condições de vida de seus habitantes
e estabelecer as bases para uma união cada vez mais estreita
entre seus povos. As nações do bloco se comprometeram
a trabalhar juntas para enfrentar melhor os desafios externos e consideram
que se percebem como similares em sua forma de conceber a vida em
sociedade e sustentam interesses e valores comuns. O que nós
observamos da marcha do mercosul é que este enfrenta uma crise
política e econômica que pode por em perigo sua missão.
O risco é que os governos dos paises associados não
se comprometam com seu propósito original. Nós aceitamos
que o Mercosul se constitua estritamente em uma área de livre
comercio, ouvindo suas dimensões e alcançando a integração
comunitária. Os psicólogos do Mercosul sustentam que
a integração passa pelo eixo econômico do mercosul
tendo um pequeno destino. Se a globalização não
pode ser revisada e questionada o protagonismo dos povos se encontra
ameaçado. Os profissionais psicólogos têm a responsabilidade
junto com o resto da sociedade civil de levar adiante o projeto fundador
de uma integração. Para poder criar uma relação
de confiança onde se considera um ao outro um aliado. Temos
que construir vínculos não apenas no campo econômico
e político e sim também nos campos culturais e sociais.
São os povos e seu cotidiano que nos os que legitimam as instituições
para que o processo de integração tenha êxito.
Desejamos um Mercosul no qual as identidades culturais locais não
signifiquem um obstáculo para a constituição
de nossa unidade, e sim um enriquecimento que permita uma permanência
das nações e um espaço latino americano, no qual
nossas diferenças sejam entendidas no sentido de ampliar um
patrimônio cultural comum. Portanto, chamamos as forças
sociais e culturais de nossas sociedades a unir-se em prol da defesa
do Mercosul e dos povos. Insistimos aos governos admitir suas diferenças
e conflitos num plano cooperativo e não competitivo.
Ana Mercês Bahia Bock, Carlos Urrutia Schwartz, Humberto Giachello
, Mario Molina
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