Quando os primeiros deuses
Os mais antigos, esses deuses mais velhos
Os mais anciões, esses deuses que morreram para
Que nós vivêssemos, eles viviam no primeiro
Quando estavam amontoados
Quando não havia tempo, nem luz, nem terra, nem água,
nem céu
E de tanto estarem juntos e de não se verem, nem se ouvirem
Ficaram tão entediados que perceberam que não
Tinham para onde ir, não havia caminhos
Que não tinham o que fazer, pois nada havia a fazer
E ficaram tão contentes em perceber,
Que logo perceberam que começaram a dançar e a
Cantar, então esses deuses riam muito contentes
E dessas primeiras festas e músicas nasceu um raio
E se fez o horizonte no nada e do nada começou
A nascer o raio da lua
E ao ver isso os primeiros deuses ficaram mais encantados
e com mais vontade continuaram a dançar e cantar,
E se fez a festa, a festa de perceber
De estarem quietos cada um no seu canto, mas juntos.
E assim se fez o sol com o calor da festa e
Fez-se o mar com o suor dos primeiros deuses
e esse raio separou o céu da terra
E se fizeram as montanhas e as árvores e
Os animais com o canto dos primeiros
Deuses se deram conta que, entrando em harmonia
Poderiam dançar e cantar porque precisam um do outro
Para dançar e assim nasceu a palavra
E esse raio com o baile se fez em caminho
Esses caminhos traçados pelos primeiros deuses
Quase se perdem por não os caminharem juntos
E agora esses caminhos são os que os homens e as mulheres
De coração grande e mente aberta são os que com
prazer
E harmonia e com diferentes línguas, de diferentes povos
De mãos dadas, esses homens e mulheres
De grãos: Azul
Vermelho
Branco
Amarelo
São os que com a verdadeira palavra
São os homens e mulheres verdadeiros
Comecemos o caminho, caminhos que saem e chegam de cada povo
Assim é a ULAPSI com nossos passos
Fernando Molina Correa
Inverno de 2002
Puebla, México